Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Direto do túnel do tempo
Domingo, Novembro 08, 2009
Confissão III
Nutro uma espécie de obsessão doentia. Estou com ódio de uma pessoa e resolvi canalizar todos os meus problemas nesse desafeto: a culpa é dele.
Fantasio o momento sublime da vingança. Hoje treinei todo o diálogo onde revelarei meu rancor.
Entretenimento.
Fantasio o momento sublime da vingança. Hoje treinei todo o diálogo onde revelarei meu rancor.
Entretenimento.
Reclamação
Sou uma pessoa que acorda tarde. Até acordo cedo durante a semana, mas é por obrigação e desgraça. Na verdade, é por pobreza, que se eu fosse rica não trabalhava em horário comercial. A pobreza nos leva a fazer muitas coisas indignas, como acordar cedo. Na verdade nem sou eu, é uma espécie de ectoplasma que levanta e vai pra repartição maldizendo a vida. Só viro gente depois do meio-dia.
Nos fins de semana eu me vingo e durmo até o corpo doer. Não, eu não quero acordar cedo pra aproveitar o dia. Não, não quero aproveitar o sol da manhã. Não, não quero ir à praia cedinho. Então faz favor? Só lembra de mim depois do meio-dia.
Nos fins de semana eu me vingo e durmo até o corpo doer. Não, eu não quero acordar cedo pra aproveitar o dia. Não, não quero aproveitar o sol da manhã. Não, não quero ir à praia cedinho. Então faz favor? Só lembra de mim depois do meio-dia.
Confissão II
Eu acho falta de educação ligar pra alguém - a não ser que esteja combinado - antes das 14h nos fins de semana e antes das 10h nos dias úteis.
Quer saber? Destesto.
Faz um favor? Não me liga nem manda SMS, tá? Me deixa quieta.
Tanta gente no mundo, pra que ligar pra mim? Liga pra outra corna qualquer. Me esquece.
Ah, e se mandar e-mail esteja ciente que não necessariamente obterá resposta.
Eu fui, algum dia eu volto quem sabe.
Quer saber? Destesto.
Faz um favor? Não me liga nem manda SMS, tá? Me deixa quieta.
Tanta gente no mundo, pra que ligar pra mim? Liga pra outra corna qualquer. Me esquece.
Ah, e se mandar e-mail esteja ciente que não necessariamente obterá resposta.
Eu fui, algum dia eu volto quem sabe.
Confissão
Ando meio estranha, meio chata, meio triste, meio sei lá. Não tenho sido boa companhia e tenho preferido ficar em casa sozinha. Alterno dias de tristeza com dias de quase-tristeza. Mesmo quando estou feliz, estou meio triste. Antes que alguma mala venha dizer que isso é pelo vazio da minha fútil ou por ser encalhada, seja lá o que for ser encalhada, aviso 'vá tomar no teu cu'.
Minha quase tristeza tem vários motivos ou eu procuro outras razões pra desviar a atenção do problema principal. Relembro mágoas antigas, supervalorizo negócio de merda-pouca que normalmente já teria esquecido ou nem repararia. Tergiverso. O negócio é que não quero falar nem pensar no assunto, mas ele tá lá e é de verdade. Estou com um problema de saúde e tô pirada por causa disso. Eu tenho um monte de craquinhas, probleminhas de saúde menores, que vou levando. Só que agora fiquei pirada e juntei tudo num pacotão só. Fico pensando que sou doente, que sou pior que os outros e que vou morrer daqui a cinco minutos. Tá, sei que é piração, racionalmente sei que não faz sentido, mas sinto. Tenho chorado todos os dias por causa disso. Só quero ficar em casa olhando pro teto ou dormindo. Não gosto mais de quase ninguém. Não quero ver quase ninguém. Quase tudo me irrita. Quero mandar todo mundo tomar no seus respectivos cus.
Ó, quero falar sobre isso não, tá? Falei logo pra não ficarem me perguntando. Nem o que tenho, nem por que sumi, nem por que tô chata, nem por que não quero sair... Façam a gentileza de me deixar em paz e não encher meu saco.
Minha quase tristeza tem vários motivos ou eu procuro outras razões pra desviar a atenção do problema principal. Relembro mágoas antigas, supervalorizo negócio de merda-pouca que normalmente já teria esquecido ou nem repararia. Tergiverso. O negócio é que não quero falar nem pensar no assunto, mas ele tá lá e é de verdade. Estou com um problema de saúde e tô pirada por causa disso. Eu tenho um monte de craquinhas, probleminhas de saúde menores, que vou levando. Só que agora fiquei pirada e juntei tudo num pacotão só. Fico pensando que sou doente, que sou pior que os outros e que vou morrer daqui a cinco minutos. Tá, sei que é piração, racionalmente sei que não faz sentido, mas sinto. Tenho chorado todos os dias por causa disso. Só quero ficar em casa olhando pro teto ou dormindo. Não gosto mais de quase ninguém. Não quero ver quase ninguém. Quase tudo me irrita. Quero mandar todo mundo tomar no seus respectivos cus.
Ó, quero falar sobre isso não, tá? Falei logo pra não ficarem me perguntando. Nem o que tenho, nem por que sumi, nem por que tô chata, nem por que não quero sair... Façam a gentileza de me deixar em paz e não encher meu saco.
É hoje!
Parabéns para o meu blog!. Hoje ele completa 8 aninhos de vida e histórias estranhas. Como diria o Rei, "Se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi", porque só não chora quem não vive.
Para comemorar, vou vestir um vestido novo bem lindo e sair por aí, espalhando beleza pela canícula de São Sebastião do Rio de Janeiro. A vida é bela e eu sou uma blogueira contumaz.
A comemoração com os leitores será no próximo domingo, em almoço no Boteco do Gomes. Vejo vocês lá.
Para comemorar, vou vestir um vestido novo bem lindo e sair por aí, espalhando beleza pela canícula de São Sebastião do Rio de Janeiro. A vida é bela e eu sou uma blogueira contumaz.
A comemoração com os leitores será no próximo domingo, em almoço no Boteco do Gomes. Vejo vocês lá.
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Sábado, Novembro 07, 2009
Ah, mentira!
Na verdade eu fui acordada às 13h. Era um catiço, claro. Eu não vejo o puto há mais de um mês e ele me ligou "Acorda, mulher!". Desliguei na cara dele e voltei a dormir.
Por que eu tenho essa mania feia de pegar homem que acorda antes do meio-dia?
Por que eu tenho essa mania feia de pegar homem que acorda antes do meio-dia?
Sol do capeta
Acordei às 15h30, exatamente a tempo de começar a me arrumar para um casamento às 19h. Sim, vou me meter num vestido de vesta, sapatos altos e lambuzar a cara de maquiagem nesse calor senegalês. Preferia estar na praia, descalça de biquini, tomando cerveja gelada, mas casamento de amiga a gente não fura. Era o grande sonho da moça, quero partilhar esse momento com ela.
O detalhe é que a cerimônia é na Gávea, puta que pariu, do outro lado cidade. Por que essa gente não casa aqui na paróquia de Santo Antonio dos Pobres, na quadra vizinha?
Eu casaria no botequim, fecharia o boteco do Gomes e mandaria descer Bohemia gelada pra todo mundo. Não, melhor, teria que ser um boteco maior. Escolheria um lugar que desse pra colocar um grupo de samba pra tocar, pro povo dançar celebrando minha alegria. Mas cada um com seu cada qual, né?
Bem, vamos deixar de digressões, vou me dedicar à toalete de festa. Se tirarem alguma foto eu posto pra vcs rirem da minha cara.
O detalhe é que a cerimônia é na Gávea, puta que pariu, do outro lado cidade. Por que essa gente não casa aqui na paróquia de Santo Antonio dos Pobres, na quadra vizinha?
Eu casaria no botequim, fecharia o boteco do Gomes e mandaria descer Bohemia gelada pra todo mundo. Não, melhor, teria que ser um boteco maior. Escolheria um lugar que desse pra colocar um grupo de samba pra tocar, pro povo dançar celebrando minha alegria. Mas cada um com seu cada qual, né?
Bem, vamos deixar de digressões, vou me dedicar à toalete de festa. Se tirarem alguma foto eu posto pra vcs rirem da minha cara.
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Mas quero nem saber se o pato é macho
Quero é mais ovo!
Hoje é sexta e vou me jogar numa festa.
Alegria, alegria.
Hoje é sexta e vou me jogar numa festa.
Alegria, alegria.
Hoje é dia de....
Apertar o aparelho!
Ah, mas que dia tão feliz!
Plena sexta-feira de pré-verão, sol do capeta, vou eu sair da repartiçãp e rumar pro pouco aprazível bairro da Tijuca pra apertar a caralha do aparelho. Quer dizer, eu vou me estapear pra conseguir entrar num 665 dos infernos e sacodir até a Praça Saens Pena pra ser torturada. Que perspectiva auspiciosa!
Tudo bem, pra me refazer, ao sair da dentista vou me jogar no primeiro salão que encontrar e mandar esmaltar minhas unhas em encarnado. Pena que estou falida e nem posso comprar um vestidinho novo. De unhas feitas, rumo pra minha casa, pra descansar minha beleza antes da noite.
Ah, mas que dia tão feliz!
Plena sexta-feira de pré-verão, sol do capeta, vou eu sair da repartiçãp e rumar pro pouco aprazível bairro da Tijuca pra apertar a caralha do aparelho. Quer dizer, eu vou me estapear pra conseguir entrar num 665 dos infernos e sacodir até a Praça Saens Pena pra ser torturada. Que perspectiva auspiciosa!
Tudo bem, pra me refazer, ao sair da dentista vou me jogar no primeiro salão que encontrar e mandar esmaltar minhas unhas em encarnado. Pena que estou falida e nem posso comprar um vestidinho novo. De unhas feitas, rumo pra minha casa, pra descansar minha beleza antes da noite.
O vento 'encalhado'
Moro numa pequena, são apenas duas quadras. Na verdade, ela é parte de uma rua imensa, que muda de nome quatro vezes. As outras três são avenidas, o meu trecho que é rua. E assim ela segue, alargando, estreitando, mudando de nome até quase a Praça XV. E daí? E daí que venta pra caralho naquela merda!
No inverno eu cansava de descer, sentir frio e voltar em casa pra trocar de roupa. Depois era só dobrar a esquina e chegar na Lapa pra perceber que não tava tão frio assim e só eu tava bancando a maluca toda encasacada. Ainda não aprendi e pretendo me mudar antes de me acostumar.
Isso me lembrou minha irmã, pândega. A rua que morávamos antes, na época que coabitávamos, também tinha uma ventania eterna que baixava a temperatura em relação ao restante do bairro. Um dia, subindo juntas, comentei "porra, essa tua tem um vento encanado!". Ela, sabiamente, respondeu "Encanado não, encalhado. Encalhou aqui e não foi mais embora".
Pois é, acho que só moro em rua de vento encalhado.
No inverno eu cansava de descer, sentir frio e voltar em casa pra trocar de roupa. Depois era só dobrar a esquina e chegar na Lapa pra perceber que não tava tão frio assim e só eu tava bancando a maluca toda encasacada. Ainda não aprendi e pretendo me mudar antes de me acostumar.
Isso me lembrou minha irmã, pândega. A rua que morávamos antes, na época que coabitávamos, também tinha uma ventania eterna que baixava a temperatura em relação ao restante do bairro. Um dia, subindo juntas, comentei "porra, essa tua tem um vento encanado!". Ela, sabiamente, respondeu "Encanado não, encalhado. Encalhou aqui e não foi mais embora".
Pois é, acho que só moro em rua de vento encalhado.
Reclamaram que faltou chover na desgraça de ontem
Bom, anteontem peguei um toró. Tava mó calor e fui ao supermercado de bermudinha, frente única e chinelos. Foi o tempo de pedir 200 gramas de queijo branco, pegar duas garrafas de 1l de coca zero e pagar. Quando saí tava desabando um temporal.
Esperei uns 5 minutos e nada. Fui embora na chuva. Fui andando devagar, curtindo o banho de chuva e cumprimentando todos os mendigos do caminho. Tava tão quente que subia um bafo do asfalto. Uma delícia. Quando cheguei na minha rua, que venta muito, cheguei a sentir frio. Foi chegar em casa e a chuva parou, é claro. Mas não foi ruim não.
Esperei uns 5 minutos e nada. Fui embora na chuva. Fui andando devagar, curtindo o banho de chuva e cumprimentando todos os mendigos do caminho. Tava tão quente que subia um bafo do asfalto. Uma delícia. Quando cheguei na minha rua, que venta muito, cheguei a sentir frio. Foi chegar em casa e a chuva parou, é claro. Mas não foi ruim não.
Tudo filha da puta
Cês adoram uma desgraça mermo, né? Foi só eu me foder pra todo mundo comentar. Bando de safado. Mas já que vocês gostam, vou terminar a odisséia.
Depois de desligar o computador, fui embalar a caralha do espelho que supostamente vai ser coletado ainda hoje. Fui dormir quase 3h da manhã.
Com a confusão, esqueci de pagar o aluguel. Vencido, só na imobiliária. Hoje acordei e rumei praquele muquifo. Nisso, perdi a aula de francês. Antes, me humilhei implorando pro seu Lourival, o porteiro da manhã, ficar com o espelho. Cheguei atrasada e suada na repartição.
Quando chegar em casa vou saber se os putos da loja de espelhos apareceram ou não. A sexta ainda não acabou.
Depois de desligar o computador, fui embalar a caralha do espelho que supostamente vai ser coletado ainda hoje. Fui dormir quase 3h da manhã.
Com a confusão, esqueci de pagar o aluguel. Vencido, só na imobiliária. Hoje acordei e rumei praquele muquifo. Nisso, perdi a aula de francês. Antes, me humilhei implorando pro seu Lourival, o porteiro da manhã, ficar com o espelho. Cheguei atrasada e suada na repartição.
Quando chegar em casa vou saber se os putos da loja de espelhos apareceram ou não. A sexta ainda não acabou.
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Dia difícil...
O dia se mostrou não auspicioso já cedo. Levantei da cama sem nenhuma vontade de levantar da cama e fui tomar banho pra acordar. Havia uma barata na minha tolha! Tudo bem, não era um baratão, era daquelas 'francesas' loirinhas, mas porra, era uma barata. Claro que tive que me dar ao trabalho de matar a bruta, trocar todas as toalhas e ainda limpar a cagada que fiz com o spray de inseticida pelo banheiro (e olha que meu banheiro é uma caixa de sapato, já que moro num armário embutido).
Não é auspicioso acordar e dar de cara com uma barata antes de tomar banho!
***
Mas ok, vida que segue, tomei banho, me arrumei e fui tentar marcar uma merda de uma consulta com um clínico geral para pegar um caralho de um atestado médico para fazer matrícula na academia. Ê raça indolente, comecei pela letra 'a' do livro do plano de saúde e desisti na 'f' porque já tava atrasada. Levei o cacete do livro na bolsa pra continuar minha empreitada no trabalho.
Antes de pegar o ônibus, resolvi passar no sapateiro para mandar colar dois pés de sapatos (de pares distintos) que abriram dando topadas nas bem conservadas calçadas cariocas. A porra do velho maluco sapateiro não quis ficar com meus sapatos. Me fez esperar pra levar comigo. "Moço, eu deixo pago, passo aqui pra pegar quando voltar do trabalho". Nada feito. O velho biruta não quis a responsabilidade de hospedar meus sapatinhos até às 17h30. Resolvi fazer uma cópia da chave de casa enquanto esperava, pois a faxineira vem na quarta. O chaveiro era lerdo e tava ocupado, o sapateiro já tava me espanando com meus dois pés de sapatos recém-colados, fui embora sem chave.
O ônibus tava um forno, mas cheguei sem problemas na repartição. Parecia que minha pouca sorte matinal havia terminado. Humpf. A manhã foi produtiva e consegui dar cabo de várias pendências. Tinha combinado almoçar com menina Graciana. Na verdade, ela ia fazer a caridade de deixar de comer a comidinha gostosa que traz de casa para engolir a gororoba do restaurante do sindicato. Eu tinha que ir lá pegar um papel e, como fica do outro lado do campus, requisitei sua companhia. Trabalhamos em prédios vizinhos, o dela no sopé do morro e o meu no cume. Tudo bem, cume é exagero, afinal, não é assim uma montanha, é um montinho, mas vai subir aquela merda todo dia pra ver como e bom. Bem, marcamos 13h ao pé da ladeirinha que une os dois pavilhões. Só na descidinha quase assei. Já tinha pensando 'vamos desidratar na caminhada', mas pretendia perseverar, afinal, tinha feito a moça não trazer comida e, de qualquer jeito, o posto médico fica ao lado do sindicato. Qualquer coisa já me jogava lá mesmo, mas não foi preciso. Assim que cheguei ela disparou "você precisa mesmo ir lá hoje?". "Melhor deixar pra quando chegar uma frente fria, né?". Fomos comer no restaurante xexelento de todos os dias. Até que a lasanha vegetariana não tava ruim.
***
Tudo bem, a vida é bela e vamos em frente. Até fiz café pra animar a tarde. Às 17h vazei, pois tinha marcado hora pra pintar o cabelo, mas queria desovar a bolsa pesada com dois pares de sapato e um guia orientador Unimed em casa antes de ir pro salão. Engarrafamento do capeta. Peraí, caralho, nem é sexta, nem é véspera de feriado, que porra de trânsito é esse? Sei lá, mas sei que me fodeu, perdi a hora do salão. Bom, vou pra casa, tomar um banho gelado, fazer uma massagem nos pés com um hidratante para pernas e pés cansados e deitar pelada na minha caminha de percais brancos e cheirosos. Ao chegar na portaria duas boas notícias! Chegou meu cartão de crédito novo e a edição de novembro da revista Elle. Ai, que delícia, vou saber todas as tendências da moda enquanto me refastelo. Tolinha.
Atrapalhada com a bolsa pesada e a correspondência, não acho a chave na bolsa. Caralho, e essa merda de luz do corredor que apaga o tempo todo. Cadê essa chave, porra? Dou uma sacodida na bolsa e nem barulho ouço. Começo a ficar nervosa. Jogo a correspondência em cima do tapede de gatinhos e fuço a bolsa. Nada. Viro a bolsa em cima da correspondência, chafurdo na tranqueira e nada. Futuco os bolsinhos recônditos. Nada. Sento no chão e espalho a tranqueira, quase em desespero. Nada. Daí lembro que, na hora que fui almoçar, com medo de sucumbir à canícula, eu havia tirado tudo da bolsa que não ia precisar naquele momento. Enfiei tudo na gaveta e, obviamente, esqueci na volta. Sim, a chave tinha ficado na primeira gaveta da minha mesa na repartição, a esta hora, trancada.
E agora, José? Choro? Rasgo a roupa? Grito? Chamo o chaveiro? Mantenha a calma, Roberta. Liguei pra Graciana, às vezes ela fica até tarde na repartição, podia tentar arrombar meu prédio pra recuperar minha chave. Não atende. Ligo pra minha irmã, que tem uma cópia da minha chave e trabalha no Centro. "Ih, irmã, mudei de bolsa que tava muito pesada e dei uma limpa. Tua chave não tá aqui". Pra que que irmã serve, hein? Pra nada, né? Xinguei e desliguei. Liguei para companheira J.K., vizinha, pedindo abrigo. Lá tomei um banho e duas cervejas, pra recuperar opoder de raciocínio. Há outra cópia, em poder de O Orientador, que mora no Arpoador, mas tudo bem. O que é atravessar a cidade na hora do rush para quem está semi-sem-teto, né?
"Vem pra cá, traz Juliana, vocês jantam aqui". Não dá, tenho aula de francês amanhã às 8h30 e tenho que embalar uma merda de um espelho que comprei e veio com a moldura rachada. Os desgraçados vêm buscar amanhã". Já tinha desistido de entrar em casa, me conformado em dormir com Juliana e suas gatas, entubar o preju do espelho e ir trabalhar com o mesmo vestido suado no dia seguinte. Liguei pra um amigo com quem tinha combinado sair pra avisar que o programa tinha mixado. Rá! Moço gentil, se ofereceu pra ir de moto buscar a chave com O Orientador e trazer para mim. Ah, quem tem amigos tem tudo na vida!
***
A essa altura, já tinha mandado tudo pro caralho e desencanado. Já eram quase 21h, fui pro Bar do Peixe com a Ju: a última coisa que eu tinha comido tinha sido o almoço com a Graci, às 13h. O amigo gentil aguardava a chegada de O Orientador em casa para ir buscar minha chave. Finalmente, passei o endereço e avisei que ele podia ir. A vida é mais bela depois de uma porção de sardinhas fritas e batatas com alcaparras. Voltamos pra casa a tempo de eu tomar outro banho antes do meu amigo chegar. Ele ainda foi buscar a namorada na Tijuca. Finalmente, quase 23h, reouve minha chave. Tomei mais uns chopinhos com o gentil casal, comi um pouco de escondidinho, colocamos o papo em dia e. Às 23h50 consegui abrir a bendita porta e entrar em casa.
Puta que pariu.
Não é auspicioso acordar e dar de cara com uma barata antes de tomar banho!
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Mas ok, vida que segue, tomei banho, me arrumei e fui tentar marcar uma merda de uma consulta com um clínico geral para pegar um caralho de um atestado médico para fazer matrícula na academia. Ê raça indolente, comecei pela letra 'a' do livro do plano de saúde e desisti na 'f' porque já tava atrasada. Levei o cacete do livro na bolsa pra continuar minha empreitada no trabalho.
Antes de pegar o ônibus, resolvi passar no sapateiro para mandar colar dois pés de sapatos (de pares distintos) que abriram dando topadas nas bem conservadas calçadas cariocas. A porra do velho maluco sapateiro não quis ficar com meus sapatos. Me fez esperar pra levar comigo. "Moço, eu deixo pago, passo aqui pra pegar quando voltar do trabalho". Nada feito. O velho biruta não quis a responsabilidade de hospedar meus sapatinhos até às 17h30. Resolvi fazer uma cópia da chave de casa enquanto esperava, pois a faxineira vem na quarta. O chaveiro era lerdo e tava ocupado, o sapateiro já tava me espanando com meus dois pés de sapatos recém-colados, fui embora sem chave.
O ônibus tava um forno, mas cheguei sem problemas na repartição. Parecia que minha pouca sorte matinal havia terminado. Humpf. A manhã foi produtiva e consegui dar cabo de várias pendências. Tinha combinado almoçar com menina Graciana. Na verdade, ela ia fazer a caridade de deixar de comer a comidinha gostosa que traz de casa para engolir a gororoba do restaurante do sindicato. Eu tinha que ir lá pegar um papel e, como fica do outro lado do campus, requisitei sua companhia. Trabalhamos em prédios vizinhos, o dela no sopé do morro e o meu no cume. Tudo bem, cume é exagero, afinal, não é assim uma montanha, é um montinho, mas vai subir aquela merda todo dia pra ver como e bom. Bem, marcamos 13h ao pé da ladeirinha que une os dois pavilhões. Só na descidinha quase assei. Já tinha pensando 'vamos desidratar na caminhada', mas pretendia perseverar, afinal, tinha feito a moça não trazer comida e, de qualquer jeito, o posto médico fica ao lado do sindicato. Qualquer coisa já me jogava lá mesmo, mas não foi preciso. Assim que cheguei ela disparou "você precisa mesmo ir lá hoje?". "Melhor deixar pra quando chegar uma frente fria, né?". Fomos comer no restaurante xexelento de todos os dias. Até que a lasanha vegetariana não tava ruim.
***
Tudo bem, a vida é bela e vamos em frente. Até fiz café pra animar a tarde. Às 17h vazei, pois tinha marcado hora pra pintar o cabelo, mas queria desovar a bolsa pesada com dois pares de sapato e um guia orientador Unimed em casa antes de ir pro salão. Engarrafamento do capeta. Peraí, caralho, nem é sexta, nem é véspera de feriado, que porra de trânsito é esse? Sei lá, mas sei que me fodeu, perdi a hora do salão. Bom, vou pra casa, tomar um banho gelado, fazer uma massagem nos pés com um hidratante para pernas e pés cansados e deitar pelada na minha caminha de percais brancos e cheirosos. Ao chegar na portaria duas boas notícias! Chegou meu cartão de crédito novo e a edição de novembro da revista Elle. Ai, que delícia, vou saber todas as tendências da moda enquanto me refastelo. Tolinha.
Atrapalhada com a bolsa pesada e a correspondência, não acho a chave na bolsa. Caralho, e essa merda de luz do corredor que apaga o tempo todo. Cadê essa chave, porra? Dou uma sacodida na bolsa e nem barulho ouço. Começo a ficar nervosa. Jogo a correspondência em cima do tapede de gatinhos e fuço a bolsa. Nada. Viro a bolsa em cima da correspondência, chafurdo na tranqueira e nada. Futuco os bolsinhos recônditos. Nada. Sento no chão e espalho a tranqueira, quase em desespero. Nada. Daí lembro que, na hora que fui almoçar, com medo de sucumbir à canícula, eu havia tirado tudo da bolsa que não ia precisar naquele momento. Enfiei tudo na gaveta e, obviamente, esqueci na volta. Sim, a chave tinha ficado na primeira gaveta da minha mesa na repartição, a esta hora, trancada.
E agora, José? Choro? Rasgo a roupa? Grito? Chamo o chaveiro? Mantenha a calma, Roberta. Liguei pra Graciana, às vezes ela fica até tarde na repartição, podia tentar arrombar meu prédio pra recuperar minha chave. Não atende. Ligo pra minha irmã, que tem uma cópia da minha chave e trabalha no Centro. "Ih, irmã, mudei de bolsa que tava muito pesada e dei uma limpa. Tua chave não tá aqui". Pra que que irmã serve, hein? Pra nada, né? Xinguei e desliguei. Liguei para companheira J.K., vizinha, pedindo abrigo. Lá tomei um banho e duas cervejas, pra recuperar opoder de raciocínio. Há outra cópia, em poder de O Orientador, que mora no Arpoador, mas tudo bem. O que é atravessar a cidade na hora do rush para quem está semi-sem-teto, né?
"Vem pra cá, traz Juliana, vocês jantam aqui". Não dá, tenho aula de francês amanhã às 8h30 e tenho que embalar uma merda de um espelho que comprei e veio com a moldura rachada. Os desgraçados vêm buscar amanhã". Já tinha desistido de entrar em casa, me conformado em dormir com Juliana e suas gatas, entubar o preju do espelho e ir trabalhar com o mesmo vestido suado no dia seguinte. Liguei pra um amigo com quem tinha combinado sair pra avisar que o programa tinha mixado. Rá! Moço gentil, se ofereceu pra ir de moto buscar a chave com O Orientador e trazer para mim. Ah, quem tem amigos tem tudo na vida!
***
A essa altura, já tinha mandado tudo pro caralho e desencanado. Já eram quase 21h, fui pro Bar do Peixe com a Ju: a última coisa que eu tinha comido tinha sido o almoço com a Graci, às 13h. O amigo gentil aguardava a chegada de O Orientador em casa para ir buscar minha chave. Finalmente, passei o endereço e avisei que ele podia ir. A vida é mais bela depois de uma porção de sardinhas fritas e batatas com alcaparras. Voltamos pra casa a tempo de eu tomar outro banho antes do meu amigo chegar. Ele ainda foi buscar a namorada na Tijuca. Finalmente, quase 23h, reouve minha chave. Tomei mais uns chopinhos com o gentil casal, comi um pouco de escondidinho, colocamos o papo em dia e. Às 23h50 consegui abrir a bendita porta e entrar em casa.
Puta que pariu.
Aniversário do blog e Chope dos leitores
E aí, putada? No próximo domingo, dia 8 de novembro, esse humilde blog completa 8 aninhos de vida. Eu tinha pensando em aproveitar para o Chope dos Leitores para marcar a data, mas andei chata e chocha. Não, mentira, como disse a Eugenia, eu tava num momento lagarta, pra virar borboleta. Sei lá, o negócio é que eu não tava pra festa, daí não marquei, não divulguei, não vi nada.
Tô pensando seriamente em adiar o chope dos leitores para a semana seguinte, pro domingo dia 15, que vocês acham? Assim tenho tempo de spamzear todo mundo que um dia já teve a infelicidade de me mandar um e-mail, deixar scraps no Orkut, recados no mural do Facebook, mandar SMS pros mais chegados, enfim, fazer a chata. Pensei em marcar um almoção no nosso escritório do Boteco do Gomes. Daí quem é de almoçar almoça, quem não é já abre os trabalhos na cervejota, quem quiser já vem almoçado e vamos ficando e vamos bebendo porque enquanto tiver cerveja e companhia eu não paro. Que vocês acham?
Para consolar os que não puderem no dia 15, podíamos almoçar do mesmo jeito neste, mas não vai poder ser um eveinto "extended" porque tenho o bazar da Val, vulgo A Noiva, depois. Bom, o mulherio que se interessar pode seguir comigo pro Humaitá, já colocadíssimas, pra comprar roupitas lindas e baratas no Bazar "Pra chamar de seu", promovido por A Noiva. Não porra, não são vestidos de noiva que ela tá vendendo. São roupas lindas, chiques e pouco ou nunca usadas.
E aí, que vocês acham?
Tô pensando seriamente em adiar o chope dos leitores para a semana seguinte, pro domingo dia 15, que vocês acham? Assim tenho tempo de spamzear todo mundo que um dia já teve a infelicidade de me mandar um e-mail, deixar scraps no Orkut, recados no mural do Facebook, mandar SMS pros mais chegados, enfim, fazer a chata. Pensei em marcar um almoção no nosso escritório do Boteco do Gomes. Daí quem é de almoçar almoça, quem não é já abre os trabalhos na cervejota, quem quiser já vem almoçado e vamos ficando e vamos bebendo porque enquanto tiver cerveja e companhia eu não paro. Que vocês acham?
Para consolar os que não puderem no dia 15, podíamos almoçar do mesmo jeito neste, mas não vai poder ser um eveinto "extended" porque tenho o bazar da Val, vulgo A Noiva, depois. Bom, o mulherio que se interessar pode seguir comigo pro Humaitá, já colocadíssimas, pra comprar roupitas lindas e baratas no Bazar "Pra chamar de seu", promovido por A Noiva. Não porra, não são vestidos de noiva que ela tá vendendo. São roupas lindas, chiques e pouco ou nunca usadas.
E aí, que vocês acham?
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Momento "agenda"
Tá foda no cu de Creuza. Tomar aulas de francês e de natação, além de ministrar aulas sobre João do Rio, fora todo o resto. Se alguém quiser marcar alguma coisa comigo ou estiver pretendendo me convidar para qualquer merda em novembro... o momento é esse! Tô fechando a agenda!
Olha, conselho de amiga? se eu fosse vc eu me adiantava e já marcava hora pra dezembro....
Olha, conselho de amiga? se eu fosse vc eu me adiantava e já marcava hora pra dezembro....
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Rá!
Uma amiga acabou de me ligar da loja de ferragens para uma consulta. Ela quer instalar as cortinas com o mesmo sistema de cabo de aço que eu fiz na minha casa e telefonou em dúvida do que comprar. Além de linda, sei fazer compras na loja de ferragens.
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Linda e feliz
Hoje passei um dia ruim. Tava me sentindo péssima, chata, mal humorada. Na verdade, tava triste, triste, triste. Estou com problemas de saúde, não consigo me concentrar no que preciso estudar, meus planos não estão dando certo e o gato Ben morreu. Pra piorar, descobri que estou falida: gastei em remédios o dinheiro pra passar o mês (se ainda tivesse sido em drogas, cerveja ou roupa nova!).
Como não sou mulher de me deixar abater, comprei dois lindos vestidos: um gracioso e florido e outro vaporoso com desenhos geométricos. Depois rumei pro salão e avisei "quero ficar linda". Fui prontamente atendida. Saí de lá de cabelos cortados e unhas pintadas de encarnado, como diz uma amiga pernambucana.
Ai, ai. Ainda não estou ótima, mas melhorei. Só faltou companhia pra uma cerveja no fim do dia, pra mitigar o calor do capeta que faz na canícula de São Sebastião do Rio de Janeiro. Se tivesse me sentado no Peixe pra tomar minha Skol gelada com uma porção de sardinha frita a vida seria plenamente bela.
As dívidas? Como diz a sapientíssima dra. Sheila, minha dentista, "minha linda, dívida é para sempre. Não esquenta a cabeça". Como dizia meu sábio ex-namorado "Liga não, menina bonita. Um dia a gente paga essas dívidas". E assim a vida segue.
Como não sou mulher de me deixar abater, comprei dois lindos vestidos: um gracioso e florido e outro vaporoso com desenhos geométricos. Depois rumei pro salão e avisei "quero ficar linda". Fui prontamente atendida. Saí de lá de cabelos cortados e unhas pintadas de encarnado, como diz uma amiga pernambucana.
Ai, ai. Ainda não estou ótima, mas melhorei. Só faltou companhia pra uma cerveja no fim do dia, pra mitigar o calor do capeta que faz na canícula de São Sebastião do Rio de Janeiro. Se tivesse me sentado no Peixe pra tomar minha Skol gelada com uma porção de sardinha frita a vida seria plenamente bela.
As dívidas? Como diz a sapientíssima dra. Sheila, minha dentista, "minha linda, dívida é para sempre. Não esquenta a cabeça". Como dizia meu sábio ex-namorado "Liga não, menina bonita. Um dia a gente paga essas dívidas". E assim a vida segue.
Sábado, Outubro 31, 2009
Tristeza
Ben morreu. Ligaram da veterinária às 8h da manhã. Eu ainda tava bêbada quando atendi o telefone e chorei até secar. Estou triste, triste, triste.
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Mas vocês sabem, né?
Posso estar triste, o que nem é o caso. Posso estar na merda. Posso estar fudida. Mas, em momento algum, duvido de que a vida é bela.
Tristezas felinas
Resgatamos um gatinho muito doente, muito machucado, com muitas feridas produzidas pela dureza da vida na rua e pela ignorância humana. Hoje pensei que ele ia morrer, minha irmã me ligou aos prantos de manhã. Ele teve que ficar internado de novo. Sempre que o telefone toca fico com medo que seja da clínica avisando que ele não resistiu. Acho que ele vai perder uma patinha. Se ele sobreviver não vou doar pra ninguém, vai ser meu, meu gato, meu filho, minha família. Vai lá pra casa comigo, não dou, não doo, não troco. Ele é brabo, morde e arranha. Vou adorar conquistar ele. Adoro sobreviventes. O nome do gatinho é Ben e ultimamente só penso nele.
Dias bem difíceis
Desde que voltei de viagem que tô gostando de ficar em casa. Viajei tanto que tava com saudade do meu muquifo. Tenho gostado de ficar em casa, sozinha. Confesso que resmungo quando o telefone toca, porque não tem nada que alguém tenha pra me dizer que me interesse no momento. Aliás, quase sempre o telefone toca pra trazer chateação e aborrecimento. Infelizmente, sempre atendo. Tenho pena de deixar tocar, tenho pena de quem liga.
Sumi de quase todo mundo. Marco coisas com os amigos e não apareço. Acho tudo e todos mundo bobo, fútil, burro, dispensável. Quando saio, raramente me divirto. Quase sempre fico pensando que seria melhor ter ficado em casa. Não tenho sido boa companhia, ando chata e irritadiça, numa espécie de TPM perene. Tô com tolerância zero e qualquer bobagem que me digam, dou um corte firme. Qualquer coisa que eu ouça e não goste... sou grossa e dura. Melhor ficar longe de gente por uns tempos.
Gosto de chegar em casa, tomar banhinho, passar creminhos, colocar uma camisola com estampas idiotas e ficar arrumando uma parte do armário ou uma gaveta. Os livros também tão precisando ser organizados. O teto perdeu o fascínio.
Também preciso estudar e muito. Preciso escrever. Produzir.
Mas sabe que sozinha em casa fico quase feliz a maior parte do tempo? Ouço música, canto e danço sozinha. Me olho no espelho e me acho linda, linda, linda. Tomo uma cerveja ou uma cachacinha e fico flanando na web ou vendo programas idiotas na TV. Por enquanto, tá ruim não.
Desculpem, mas tô precisando ficar sozinha. Qualquer hora eu volto.
Sumi de quase todo mundo. Marco coisas com os amigos e não apareço. Acho tudo e todos mundo bobo, fútil, burro, dispensável. Quando saio, raramente me divirto. Quase sempre fico pensando que seria melhor ter ficado em casa. Não tenho sido boa companhia, ando chata e irritadiça, numa espécie de TPM perene. Tô com tolerância zero e qualquer bobagem que me digam, dou um corte firme. Qualquer coisa que eu ouça e não goste... sou grossa e dura. Melhor ficar longe de gente por uns tempos.
Gosto de chegar em casa, tomar banhinho, passar creminhos, colocar uma camisola com estampas idiotas e ficar arrumando uma parte do armário ou uma gaveta. Os livros também tão precisando ser organizados. O teto perdeu o fascínio.
Também preciso estudar e muito. Preciso escrever. Produzir.
Mas sabe que sozinha em casa fico quase feliz a maior parte do tempo? Ouço música, canto e danço sozinha. Me olho no espelho e me acho linda, linda, linda. Tomo uma cerveja ou uma cachacinha e fico flanando na web ou vendo programas idiotas na TV. Por enquanto, tá ruim não.
Desculpem, mas tô precisando ficar sozinha. Qualquer hora eu volto.
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Agenda lotada - atualizada com novos compromissos!
Amanhã, quarta, tenho médico no cu da manhã. À noite, janto com minha mãe porque dei perdido na velha ontem. Se sobreviver, vou tomar uma cerveja e ouvir um blues com meu amigo Rafael, que faz aniversário.
Aliás, amanhã é aniversário de PL, vulgo Ana Paula do HTP.
Quinta vou fazer um exame às 8h30 da madrugada em Ipanema. De lá, corro pra repartição. Fui convidada pro baile funk no Via Show, meu sonho. Mas vou ter que declinar.
Sexta tenho prova de francês às 8h30 da madrugada e emendo com a reunião de pauta às 10h30. Eu mereço o Chicabon que vou tomar depois. Adeus saidinhas às quintas até o fim do semestre.
À noite, tô em dúvida se vou pro Desfile dos Protótipos na Quadra do Império Serrano ou pro Baile Funk no Castelo das Pedras. Sim, sou maloqueira, e daí?
Sábado tenho um aniversário no Trapiche o um convite para jatnar de uma companhia masculina. Vamos ver. Domingo e segunda, sei lá. Aceito convites. Qualquer sambinha me diverte.
Queria era ter viajado, mas minha viagem mixou e tô meio com dor de corno disso, meio irritadiça. Um outro palhacinho me convidou pra ir pra Campos do Jordão, mas acho cafonão e declinei.
*****
Novembro
Todas as terças: aula em Niterói às 9h da madrugada
Todas as manhãs de quarta: consulta médica.
Todas as sexta: aula de francês às 8h30 e reunião de pauta às 10h30. Especialmente no dia 6, ortodontista às 17h30. A vida é dura.
Sábado, 7: Feira da Lavradio e Casamento da Gabi, no longinquo e inóspito bairro da Gávea.
Domingo, 8: almoção com chope dos leitores no Bar do Gomes. Voltamos às origens. Bazar de A Noiva.
Segunda, 9: Palestra sobre João do Rio na Capela Ecumênica da Uerj às 19h.
Quinta, 12: psiquiatra da mamãe às 16h45.
Sábado, 14: aniversário de Carrie, a estranha, em Volta Redonda.
Todas as segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h, entre os dias 16 de novembro e 2 de dezembro: Curso O Rio de João do Rio, na Uerj.
Terça, 17: Laser frita-pentelhos às 18h em Ipanema.
Será que sobrevivo até dezembro?
Resumindo, me esqueçam.
Aliás, amanhã é aniversário de PL, vulgo Ana Paula do HTP.
Quinta vou fazer um exame às 8h30 da madrugada em Ipanema. De lá, corro pra repartição. Fui convidada pro baile funk no Via Show, meu sonho. Mas vou ter que declinar.
Sexta tenho prova de francês às 8h30 da madrugada e emendo com a reunião de pauta às 10h30. Eu mereço o Chicabon que vou tomar depois. Adeus saidinhas às quintas até o fim do semestre.
À noite, tô em dúvida se vou pro Desfile dos Protótipos na Quadra do Império Serrano ou pro Baile Funk no Castelo das Pedras. Sim, sou maloqueira, e daí?
Sábado tenho um aniversário no Trapiche o um convite para jatnar de uma companhia masculina. Vamos ver. Domingo e segunda, sei lá. Aceito convites. Qualquer sambinha me diverte.
Queria era ter viajado, mas minha viagem mixou e tô meio com dor de corno disso, meio irritadiça. Um outro palhacinho me convidou pra ir pra Campos do Jordão, mas acho cafonão e declinei.
*****
Novembro
Todas as terças: aula em Niterói às 9h da madrugada
Todas as manhãs de quarta: consulta médica.
Todas as sexta: aula de francês às 8h30 e reunião de pauta às 10h30. Especialmente no dia 6, ortodontista às 17h30. A vida é dura.
Sábado, 7: Feira da Lavradio e Casamento da Gabi, no longinquo e inóspito bairro da Gávea.
Domingo, 8: almoção com chope dos leitores no Bar do Gomes. Voltamos às origens. Bazar de A Noiva.
Segunda, 9: Palestra sobre João do Rio na Capela Ecumênica da Uerj às 19h.
Quinta, 12: psiquiatra da mamãe às 16h45.
Sábado, 14: aniversário de Carrie, a estranha, em Volta Redonda.
Todas as segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h, entre os dias 16 de novembro e 2 de dezembro: Curso O Rio de João do Rio, na Uerj.
Terça, 17: Laser frita-pentelhos às 18h em Ipanema.
Será que sobrevivo até dezembro?
Resumindo, me esqueçam.
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